O mercado brasileiro de feno cresceu de forma acelerada nos últimos anos, puxado pela expansão da pecuária leiteira intensiva e pelo aumento do número de cavalos de esporte e lazer no país — mas ainda é um mercado fragmentado e pouco organizado.
Onde se concentra a produção
Estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Mato Grosso do Sul concentram os principais polos produtores de feno e alfafa do país, com destaque para regiões de clima e solo favoráveis à fenação.
Sazonalidade e preço
A oferta de feno varia bastante entre a estação chuvosa e a seca, o que gera oscilação de preço ao longo do ano. Produtores com irrigação e boa capacidade de armazenamento conseguem suavizar essa sazonalidade e vender a preços mais estáveis.
Quem compra: um mercado diversificado
Do lado da demanda, o mercado vai muito além das fazendas leiteiras: haras, centros de treinamento, jockey clubs, cooperativas e lojas agropecuárias formam uma base de compradores com necessidades e volumes bem diferentes entre si.
Um mercado que ainda depende de indicação
Boa parte das negociações de feno e alfafa ainda acontece por indicação pessoal ou contato direto, sem muita visibilidade nacional de quem produz e quem precisa comprar — um espaço que plataformas especializadas como a Fenoecia buscam organizar.
Entender esse cenário ajuda tanto produtores a se posicionarem melhor quanto compradores a planejarem a compra com mais antecedência, evitando ficar reféns da sazonalidade nos momentos de maior demanda.